Hoje é um dia quente como todos os dias estão. Trabalhei nos últimos tempos categorias sociológicas de maneira impertinente. Tenho-me tornado chato. De verborragia irregular, irreverente, inconveniente e tantas outras negações de prazer qualquer. Penso no corpo como meio de construção da identidade social do indivíduo: a busca pelo aperfeiçoamento físico como um fim em si, a perda do livre-arbítrio e da consciência crítica, a auto-destruição como fuga e não como caminho para reflexão de percepções exteriores. Não nos aprofundamos com medo de naufragar. A boa imagem do barco se repete várias vezes. Talvez por evocar a extensão do trajeto e a variedade de rotas.
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