Chove agora, causando uma pressa maior nas pessoas e o congestionamento pelas ruas. Observo todo o movimento da varanda. Alguns moradores próximos chegam entre confusão de sacolas e roupas molhadas. No apartamento defronte, não há o mínimo trânsito de pessoas pela sala. A janela aberta, aliás, que permite minha visão, deixa entrar água em abundância. Pela televisão desligada vejo reflexos de poças d'água ao lado do sofá. Não sei quem seja o morador ou moradora. Imaginei o silêncio lá, quebrado apenas pelo som de móveis dilatando com o frio e a eventual passagem de um inseto pela louça na pia. Enquanto isso, poucas pessoas pelas escadas. Talvez haja alguém que tenha voltado para casa quando deparou com a chuva, abandonando as chaves do lado de fora da porta ainda... Adivinhar uma existência exterior a minha é um exercício bom para elaboração do enredo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário