Chego a novas categorias de estudo e contemplação com muito esforço. Às custas de abstração midiática e teórica advindas de leituras fragmentadas, e por vezes parciais. Estou imerso em todo processo. Isso se reflete de um modo estranho no meu jeito frio, afastado de calor humano. Talvez eu esteja destruindo as relações que me sobraram com insensatez e vulgaridade de modos. Não querem isso; ninguém quer. Não me querem. Parei hoje após o almoço diante de seus olhos e a única resposta que consegui foi um beijo meio sem graça no canto dos lábios. Depois, o silêncio e os passos lentos pela escada. Fui diminuído na vontade de relevar os problemas justamente por serem ocasionais e imperfeitos ao causar desgosto. Jogo para fora palavras que ferem como lâmina na carne. Elas não servem e nem mesmo devem reverberar com a consistência de um alcance real do inconsciente. Por isso me assusto. Por isso olho para os lados constantemente, onde quer que eu esteja, e não sossego nessa fantasia conspiratória de captação da minha revolta. Essa desconcentração me afeta profundamente: perco de vista as expressões que acompanham os conselhos premonitórios que me dão. As contorções bucais, um revirar de olhos, as mãos definindo o tamanho de cada frase. Qual não seria a satisfação totalizante de um sonho realizado ou ainda a concentração produtiva de uma ambição que não zombe de suas próprias custas? O que mais quero agora são satisfações totalizantes.
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